 |
| Calçamento do Cais do Valongo |
A
Fundação Palmares divulgou esta semana que, por meio de uma obra de drenagem, funcionários da Prefeitura do Rio de Janeiro encontraram há pouco mais de um mês duas importantes referências do Brasil Imperial, no século XIX: o Cais do Valongo, o maior porto de chegada de escravos do mundo, e o Cais da Imperatriz, construído para receber Teresa Cristina, que se casaria com Dom Pedro II.
A descoberta é muito importante para o resgate e a manutenção das memórias do país, tão carente de documentação no que diz respeito à escravidão.
 |
| Botões produzidos com ossos bovinos |
Além das pedras que compõem os calçamentos dos cais, foram encontrados vestígios de cultura de grupos africanos e afrodescendentes, como cachimbos de cerâmica, búzios e botões feitos de ossos de animais.
Ambos os cais estavam escondidos sob a Avenida Barão de Tefé, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, há pelo menos um século, e a equipe do Museu Nacional/UFRJ, que acompanhou a obra, nem sequer tinha certeza se ainda restavam vestígios do Valongo.
Já está sendo discutida a possibilidade de criar um memorial para armazenar o material encontrado e mostrar a todos o lugar onde desembarcaram mais de um milhão de negros escravizados.
 |
| Búzios utilizados nas práticas religiosas |
 |
| Paralela do Cais da Imperatriz sobre o Cais do Valongo |
 |
| Cachimbo de cerâmica feito e utilizado por negros escravizados |
0 comentários:
Postar um comentário