terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O artista Carybé


Prometi na restrospectiva 2009 que faria um post sobre Carybé. Promessa é dívida e aqui estou eu para falar um pouco deste grande artista.

Assim como o fotógrafo Pierre Verger, tornou-se cada vez mais frequente encontrar obras de Carybé e citações sobre ele quando estou procurando informações e assuntos para trazer para o Capoeira de Vênus.

Foi assim, por exemplo, quando falei do selo temático dos Correios e do lançamento da revista Textos do Brasil - Capoeira, publicada pelo Ministério das Relações Exteriores.

A história de CarybéObra Vadiação, que ilustrou o selo dos Correios
Argentino da cidade de Lanús, Hector Julio Páride Bernabó, nasceu em 7 de fevereiro de 1911, mas viveu na Argentina apenas até os seis meses de idade. Logo mudou-se para a Itália, onde passou a maior parte da infância.

Aos 8 anos de idade, Hector veio para o Rio de Janeiro, onde recebeu apelido Carybé quando foi escoteiro. O apelido se refere a um peixe de água doce, pois, na época, era comum entre o grupo de escoteiros do Clube do Flamengo serem identificados por nome de peixes.
Ainda no Rio de Janeiro, Carybé estudou na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1927 e 1929.

Carybé foi enviado a Salvador em 1938 pelo Jornal Pregón, para fazer uma reportagem sobre Lampião. Mas a mudança definitiva para a Bahia foi na década de 50, a convite do secretário da Educação Anísio Teixeira. Em 1957, o artista se naturalizou brasileiro.

Com uma vida rica em histórias, Carybé foi homenageado por Jorge Amado que, em 1996, reúne relatos da vida do amigo no livro O Capeta Carybé, que foi ilustrado pelo próprio artista.

Carybé morreu de ataque cardíaco em 2 de outubro de 1997, em Salvador.

As obras
Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, ceramista, escultor, pesquisador, historiador e jornalista, Carybé se destacou principalmente nas artes plásticas.

Na Bahia, Carybé encontrou inspiração para seus trabalhos. Integrado à cultura afro-baiana, retratou com sua arte os ritos do candomblé e cenas cotidianas com pescadores, vendedores ambulantes, lavadeiras, e capoeiristas, entre outros personagens populares.

Mas a relação de Carybé com a capoeira, não se deu apenas através de sua arte. Ele também era frequentador do barracão de Mestre Waldemar, e hoje é homenageado, dando nome a um grupo.

Como ilustrador, além de livros do amigo Jorge Amado, o artista também ilustrou a primeira edição de Macunaíma, de Mário de Andrade e Cem Anos de Solidão, do escritor colombiano Gabriel García Marquez.

Hoje, 27 painéis de Carybé, representando os orixás do candomblé, estão no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. Os painéis foram confeccionados em madeira de cedro, com entalhe e incrustações de materiais diversos, sob encomenda do antigo Banco da Bahia, que os instalou em sua agência da Avenida Sete de Setembro, em 1968.

Também há murais do artista expostos atualmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Montreal, Buenos Aires e Nova York e Miami.

Fontes:
Wikipédia
Pitoresco
Enciclopédia Itaú Cultural

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Quem faz o Capoeira de Vênus

Venusiana
Meu nome de verdade é Neila, no espelho, alieN, o que é só mais um motivo dessa brincadeira espacial. Adoro ler e escrever, por isso me formei jornalista. E foi fazendo estágio de jornalismo que tive meu primeiro contato com a capoeira e me apaixonei. Comecei a treinar na Escola de Capoeira Armagedon, com o Mestre Del, e hoje sou pré-estagiária do grupo. Ainda tenho muito o que aprender sobre capoeira, por isso não fiz esse blog para ensinar nada a ninguém, apenas para trocar informações sobre essa arte maravilhosa. Deu tão certo que hoje escrevo também a coluna Capoeira Mulheres, no Portal Capoeira.

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